sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ciências-célula

Olá pessoal!!Nesse 2º bimestre trabalhei lua, mas não como eixo central, mas sua influência nos seres vivos.Gostei de como as aulas foram caminhando e percebi o grande interesse dos alunos nesse assunto.Os resultados estão sendo bem positivos. Aulas mais demoradas, mas tá valendo o trabalhão e a bagunça que aquela galerinha faz na hora das atividades.
Vou postar muitas aulas, mas vou começar com essa de ciências, que na realidade deveria ter dado no 1º bimestre, mas houve alguns contratempos e ficou pra início desse.

Ciências 

Os seres vivos são formados por células 

Explicação oral 

Uma das primeiras generalizações feitas no estudo dos seres vivos diz que: “todos os seres vivos são constituídos por células”. Este enunciado constitui a chamada Teoria Celular. 

A célula é o elemento fundamental que forma o organismo dos seres vivos. Em geral a célula é tão pequena que só pode ser vista ao microscópio. Uma das exceções que se tem, em relação ao tamanho, é um ovo, sua gema constitui uma única célula macroscópica. 

Mas o que é ela? 

É uma unidade básica que forma vida. 

Mostrar imagens de células animais e vegetais. Para uma melhor compreensão usar a laranja. Cada alvéolo é uma célula macroscópica, maioria é microscópica.
Organizei os alunos em pequenos grupos para explicar explorando a laranja, casca, gomos e por último puderam observar com uma lupa os alvéolos.
Finalizei com uma explicação fazendo comparação com a célula e o alvéolos.Mostrei várias fotos de células e os alunos desenharam alguma que chamou mais atenção



Não quis utilizar o microscópio.Não achei necessário, pelo menos por enquanto, para poder explicar.Falei também das pecinhas de montar que formam uma coisa maior, ou seja,  as partes menores juntas  formam o todo.
Vale a pena também levar os jogos de montar na sala de aula.Assim, os alunos podem perceber melhor essa questão de peças menores formando algo maior.Eu não levei, pois foi bem demorado e acabou a aula.Acho que 4 horas é bastante tempo.


Bjs povo




quinta-feira, 9 de junho de 2011

Chamadas digitais nas escolas


A chamada escolar, feita todos os dias no início das aulas, deve ser substituída aos poucos por mecanismos tecnológicos no Brasil. Alunos de escolas dos Estados São Paulo e Espírito Santo ao invés de dizer "presente",  terão que pressionar o "dedão" direito no aparelho de frequência eletrônica, ou  esperar os professores registrarem o nome dos estudantes na sala de aula em smartphones ou tablets(chique!!). 
 O projeto  que já foi logo testado na Escola Municipal Roberto Mario Santini que comemora o primeiro aniversário das chamadas digitais.
As chamadas digitais facilitam o registro de presença nas aulas, a segurança e desperdício de merenda escolar. Como?O aluno ao pressionar a chamada já tem sua presença registrada ,os pais recebem um e-mail que informa se seus filhos foram ou não a escola. E a cozinheira  já fica sabendo a quantidade de alunos que irão lanchar.O aparelho que custa em torno de R$ 2,5 mil.
O controle também poderá ser feito através smartphones e tablets.Os professores irão registrar os nomes dos estudantes presentes .A frequência será passada para a secretaria de educação juntamente com o conteúdo trabalhado naquela aula. O projeto que está em fase de licitação, deve começar no segundo semestre deste ano, ao custo estimado de R$ 10 milhões, que inclui a compra de smartphones e tablets, desenvolvimentos de software, capacitação dos docentes, instalação de equipamentos nas escolas e de cofres para guardar os aparelhos.



Isso é bom ou ruim?Sei lá. A primeira coisa que passou na minha cabeça foi o seguinte: seria ótimo que em todas as escolas do Brasil tivessem esse sistema de frequência, pois apresenta pontos positivos. Porém,  são nessas licitações, que parte da verba fica no bolso de alguns.É uma pena.
Fonte:Terra

terça-feira, 7 de junho de 2011

Chuva ...vento...frio...a 30 km de Curitiba.

Oi pessoal!Hoje está o clima que estamos acostumados na região: chuva sem parar, vento, frio... não está tanto, mas já está caindo a temperatura.É , agora está normal.
Esse tempo me lembra a música o rap da vina da boa da pan...o céu é cinza oooohhh...


Mas um pouco de frio com a Wagná a mulher de gogó.

"Foi no polidance, em um parque, pendurada por um fio, e tava frio,e pegou mal, super frio ...
E num pasto como um boi mastigou meu coração
Foi embora sem voltar meu deixou sóÉ um Zé ninguém mas é do bem, Zé Malandro"




Só assim pra sorrir com um tempo desse hehehehehe





bjs

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Série 3%.Divulguem!!

Oi pessoal!!
Meu noivo me enviou um vídeo de uma série de ficção científica e eu fiquei hipnotizada na história.
Povo, ela é muito boa!! E para minha surpresa é nacional. 
Tem três episódios gravados e o pessoal precisa de patrocínio pra continuar.História inteligente, com muito suspense que segura a atenção de quem está assistindo.
São poucas coisas que passam na tv com conteúdo inteligente e qualidade, que seria ótimo que alguma emissora investisse nessa produção.
Assistam, apreciem e divulguem também.Eu quero assistir o resto da história e ver no que vai dar.


Sinopse:

3% - 3porcento
Piloto de série brasileira de ficção científica / Brazilian sci fi series pilot. A série acompanha a luta dos personagens para fazer parte dos 3% dos aprovados que irão para o Lado de Lá. A trama se passa em um mundo no qual todas as pessoas, ao completarem 20 anos, podem se inscrever em um processo seletivo. Apenas 3% dos inscritos são aprovados e serão aceitos em um mundo melhor, cheio de oportunidades e com a promessa de uma vida digna. O processo de seleção é cruel, composto por provas cheias de tensão e situações limites de estresse, medo e dilemas morais. 

Vencedor da Etapa I do edital de seleção de desenvolvimento e produção de teledramaturgia seriada para TVs Públicas - FicTV / Mais Cultura - MinC Vencedor da Mostra Competitiva de Pilotos Brasileiros na categoria Séries de Ficção - Festival Internacional de Televisão 2010 Produção: Maria Bonita Filmes / Nation Filmes Criação: Pedro Aguilera Direção: Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema






E o terceiro ? Entrem no canal e assistam .

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Magistério:sacerdócio e vocação.É claro que não!!!!

Um grande número de pessoas está acompanhando a luta dos trabalhadores da educação em Goiânia.É muito triste constatar que  a situação está igual em  todos os municípios do nosso país. O descaso e falta de respeito com os trabalhadores é geral.Quando chega as eleições, os políticos querem se aproximar da classe, mas no momento de lutar pela melhoria  acontece essa pouca vergonha.

Assistindo o vídeo das falas dos educadores, fiquei indignada pelo pouco caso e atenção davam.E o pior que ofendiam os trabalhadores.
Sonho com uma mobilização nacional da classe em que todos exijam respeito, salários e condições  dignas de trabalho.
Chega desse discurso que pra ser trabalhador da educação deve ter vocação e é um sacerdócio!!!
Qualquer coisa se aprende estudando, e  profissão se escolhe por afinidade com a atividade, mas isso não significa se deixar explorar por esse motivo.
Já se perguntaram quem começou esse discurso?
Hoje vou esclarecer através de um breve histórico do magistério no Brasil como surgiu esses chavões do nosso meio, e que tentam justificar exploração e salários baixos.


Desde a colonização, a  maioria das escolas brasileiras estava ainda sob a administração dos jesuítas, e estes cuidavam apenas da educação dos homens. Durante todo o período colonial, a mulher  esteve  afastada da escola e suas atividades atribuídas como naturais para o seu sexo era costurar, bordar, cuidar da casa, do marido e dos filhos. 
 Em 1827, a Lei de 15 de Outubro criava as primeiras escolas primárias para o sexo feminino em todo o Império. Como naquela época, no Brasil e também na Europa, as aulas eram dadas em turmas separadas por sexo, para isso foi preciso que se admitissem mulheres para lecionar nas turmas femininas; sendo assim criadas as primeiras vagas para o magistério feminino.Algumas correntes de pensamento propunham que havia diferenças "naturais" entre homens e mulheres. As mulheres cabia socializar as crianças, como parte se suas funções maternas. Como o ensino primário era entendido como extensão da formação moral e intelectual recebida em casa,  foi fácil admitir que a educação das crianças estaria melhor cuidada nas mãos de uma mulher.
Quando a industrialização dos meios de produção se encontrava sedimentada e em expansão em várias regiões da Europa, na segunda metade do século XIX, a força de trabalho feminina não se fazia mais tão  necessária aos donos do capital. Era necessário encontrar mecanismos sociais que restabelecessem os velhos valores da ideologia patriarcal e o  ideal cristão de feminilidade foi instituído.O trabalho filantrópico tornava-se assim uma forma legítima de atividade feminina, caracterizado como um trabalho não pago, de caráter moral e religioso, que proporcionava a oportunidade das mulheres de classe média se movimentarem na esfera pública.
Na função de professores (as) as relações de gênero também reforçavam as diferenças sobre os níveis salariais: as professoras ganhavam menos do que seus colegas do sexo masculino, embora a legislação previsse que os salários devessem ser iguais para ambos os sexos.Mas até os salários dos homens eram baixos, pois a educação não era valorizada(grande novidade).Baixo prestígio profissional foi se instalando e um homem estar nessa profissão era  desonroso .
Em 1871, foi promulgada a lei de criação de Escolas Normais em Minas Gerais. Previam a frequência comum de homens e mulheres em lições alternadas. As escolas atrairam um maior número de moças do que de rapazes na província mineira. Os rapazes eram originários das classes trabalhadoras, as moças das camadas mais favorecidas da população, pois esta era a única oportunidade oferecida  para a continuidade de seus estudos. 
Ensinar crianças era um atributo feminino, era um trabalho para virtuosos, cujas ações deveriam se pautar no amor e não nas recompensas materiais. Representantes oficiais e militantes do partido republicano afirmavam ser o magistério uma profissão para vocacionados, devendo dela se afastar aqueles que não simbolizassem o amor ao trabalho de ensinar.
Enquanto os homens buscavam novas oportunidades de trabalho mais bem remuneradas, as mulheres iam sendo chamadas, em nome de suas qualidades morais superiores, para ocupar esse campo de trabalho abandonado. 
A profissionalização da mulher no magistério público deu-se em meio ao entendimento de que a educação escolar era uma extensão da educação dada em casa.Logo, a função de mãe na família era estendida à escola pela pessoa da professora.Estava assim criado o círculo que permitiria a profissionalização do magistério feminino. As mulheres, mães e educadoras por natureza.O conceito de vocação era usado como mecanismo eficiente para induzir as mulheres a escolherem profissões menos valorizadas socialmente. Melhor dizendo, em nome da natureza feminina e de sua vocação natural, as mulheres foram assumindo o magistério como profissão adequada para o seu sexo, já que o papel que lhes era exigido na escola era o mesmo que lhes era imputado na família.
O magistério esteve assemelhado ao sacerdócio, devido a dedicação exigida e também, e ao conceito de vocação, pela associação da função de primeira educadora dos filhos às funções de alfabetizadora na  escola. No entanto, alguns pesquisadores apontam para utilização da idéia de sacerdócio como fator explicativo dos baixos salários da profissão e poucos investimentos na educação pública. A fim de desvelar o conceito de vocação, alguns estudos admitem que ele  foi utilizado como mecanismo de  legitimação do preconceito contra o sexo feminino. 
Trabalhar como professora e  se sujeitar a uma baixa remuneração fazia parte do perfil vocacional das mulheres.

O mais triste é ouvir esses chavões nos dias de hoje de professoras com graduação, pós e mestrado.
Como ainda podemos nos deixar manipular por esses tipos de discursos??Tem cabimento reproduzir um discurso de 1827 em pleno século XXI??? 
ACORDEM!!
 Fontes usadas:

TRAJETÓRIA DE FEMINIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO E A (CON)FORMAÇÃO DAS IDENTIDADES PROFISSIONAIS
PROFISSIONALIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO FEMININO: uma história de emancipação e preconceitos